Bacalhau à Gomes de Sá – Receita Portuguesa

BACALHAU À GOMES DE SÁ
Quer aprender como elaborar uma receita bem fácil que leva peixe? Bacalhau à Gomes de Sá é um prato muito saboroso e o seu ingrediente principal é um ícone da culinária portuguesa muito apreciado pelas suas características nutricionais e organolépticas (super nutritivo, rico em minerais, vitaminas e de fácil digestão).

Sabia que no século IX os Vikings utilizavam o bacalhau na alimentação, secando-o nas rochas até que perdesse parte do seu peso e endurecesse? Naquela época ainda não se conhecia o sal e reza a história de que o processo de salga para uma melhor conservação só veio a fazer parte do processo no ano 1000 d.C e foi descoberto pelos bascos que habitavam o norte da Espanha e sudoeste da França.

O sal indispensável à conservação de peixe, carne e queijo é produzido em Portugal desde a época medieval e despertou o interesse desses comerciantes que traziam consigo bacalhau curado, salgado e seco em troca do que era considerado o melhor sal que se adequava aos métodos de conserva usados no norte da Europa. Leia o artigo na íntegra e descubra quais são os pontos a observar antes de comprar bacalhau.

Receita Portuguesa – Bacalhau à Gomes de Sá

RECEITA BACALHAU À GOMES DE SÁ

Rendimento: Para 4 Pessoas

Tempo de Preparo: Menos de 40 minutos

Ingredientes

  • 400 g de bacalhau seco desfiado;
  • 50 ml de azeite virgem extra;
  • 3 cebolas médias, cortadas às rodelas;
  • 3 dentes de alho, picados;
  • 800 g de batatas cozidas (Aprox. 7 batatas médias cruas e sem cascas);
  • Sal marinho (grosso), a gosto;
  • Pimenta-preta moída na hora, a gosto;
  • Salsa fresca, a gosto;
  • 4 ovos cozidos, cortados às rodelas;
  • Azeitonas pretas, a gosto.

Modo de Preparo: Bacalhau à Gomes de Sá Lusitano



Assista para ver como preparamos esse típico Bacalhau à Gomes de Sá Lusitano.


  1. Lave o bacalhau, coloque-o de molho por 24 horas (dentro do frigorífico/geladeira) e troque várias vezes a água durante o dia;
  2. No dia a seguir, aqueça uma panela com água sem sal, cozinhe o bacalhau por 5 minutos e reserve-o;
  3. Na mesma água de cocção, coza as rodelas de batatas em lume brando/fogo baixo;
  4. A seguir, faça uma cebolada no azeite, primeiro refogue as cebolas e depois de alouradas, adicione os alhos;
  5. Acrescente o bacalhau, a salsa e misture;
  6. Acrescente as batatas, tempere-as com sal, pimenta-preta e mexa delicadamente de forma a não parti-las;
  7. Prove e se necessário, retifique os temperos;
  8. Transfira o preparado para uma travessa de servir, acrescente as rodelas de ovos e finalize com as azeitonas;
  9. Sirva imediatamente ou leve ao forno à 180 º C, por 15 minutos.

Se for comprar uma peça inteira de bacalhau seco, esta deve ser larga o suficiente para ser cortada em postas altas. A carne deve apresentar uma cor palha e uniforme, firme, sem vestígios de humidade ao toque, sem manchas escuras, sem resíduos como sangue ou bolor. Agarre-a pelo lado do lombo e coloque-a na posição horizontal para verificar se a cauda se mantém reta ou quase direita, se ela dobrar significa que tem água em excesso.

Sabe aquelas bandejas de peixe seco e desfiado que são vendidas no supermercado? Verifique o rótulo, o certificado da origem e o local da sua captura. O Cod Gadus Morhua é o nome científico do verdadeiro bacalhau pescado no Atlântico Norte (em Lofoten, na Costa da Noruega, Islândia e Rússia), internacionalmente é conhecido como Bacalhau da Noruega e no Brasil como Porto Morhua. Esta espécie não apresenta nas extremidades das barbatanas e rabo um bordado branco, esse tipo de bordado é encontrado na espécie Cod Gadus Macrocephalus, conhecido como Portinho ou Codinho, um bacalhau que é pescado no Pacífico (a oeste do Canadá e no Alasca). A sua carne não se desmancha em lascas, é fibrosa e não tem o mesmo paladar do legítimo e portanto, possui um menor valor comercial.

Já o Cod Gadus Ogac, pescado na Costa da Gronelândia é uma subespécie do Macrocephalus e as restantes espécies Pollachius virens (conhecida por Escamudo/Paloco ou Saithe), Molva molva (conhecida por Ling) e Brosmius brosme (conhecida por Zarbo), não são consideradas bacalhau e devem ser comercializadas apenas como peixe salgado.

Mesmo com a forte inspeção e fiscalização pelos serviços da vigilância sanitária, volta e meia vemos os medias noticiarem que alguns estabelecimentos como restaurantes e supermercados são apanhados em descumprimento da legislação. Para aqueles consumidores que se preocupam com a qualidade & preço, essa é a nossa dica de hoje: O legítimo bacalhau seco rende mais 35% do seu peso depois de demolhado, ou seja, ele aumenta de tamanho.

Conte-nos, qual é o seu prato de peixe favorito?

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Até a próxima receita.

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